segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Eles

Eles se amaram,
como nunca.
Mas a primavera o convidou a sonhar.
E ele partiu
em uma tarde úmida.
Ela, então, sentiu vento lhe açoitar o rosto.
“O amor é violência!
Eleva-nos ao céu
e arrebata-nos para o limbo da alma.”

Ela sorria,
enquanto ele se embrenhava pela tormenta.
Sentiram-se transcendentais.
E nunca foram tão humanos!

Anderson Lobo