sábado, 30 de julho de 2011

Homenagem ao Homem do Disco Voador




Se me falta alguma luz,
importa algum pouco de existência.
Olhos da alma,
pescando sonhos,
mansas pegadas
em túnel
que vai além das montanhas azuis.
Há uma fonte de água viva logo mais.
E além do obstáculo,
vive um menino lúcido.
Saltador na velocidade da luz.
Se a mania de carpinteiro do universo,
me fizer sofrer,
é que sou egoísta.
E eu posso ser calor,
mesmo em pleno século XXI.
Afinal somos metamórficos.

Se o meu peito é tão frágil,
sou um receptáculo de emoção
Sou humano que só faz sentimentos.
Coisas do coração.
Se hoje sou estrela,
amanhã, quem sabe?
Terá sido apenas uma viagem?
Mensagem que me chega sem parar?
Talvez aventureiro maluco do cosmos.
Poesia de versos antigos,
de um velho sábio chinês.

Obrigado pela poesia.
Pelo inconformismo,
Veneno contra o que é
velha opinião.
Obrigado pelo rock e pelo blues
e pelo regional do Jackson do Pandeiro.
Obrigado por me dar um toque sobre
como caminhar sempre avante
no nada infinito.
E mais além!

Anderson Lobo 
(pescador de Lua, admirador de cosmos e astronauta nas horas vagas)

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Paixão

Fogo na treva de uma noite calma.
Violenta lava que do peito aflora.
Vulcão irrompe da montanha aurora.
Desassossego invade corpo e alma.

Selva truculenta de sentimentos.
Em âmago não há contentamento
Que aplaque vontade de carne e seio
De alguém que aspira ao que lhe é alheio.

Seja temporal no deserto agrura.
Seja o céu, espetáculo e trovão.
Seja mar de desvario e loucura.

Seja rio entre cânion solidão.
Seja caudaloso elixir que cura.
Seja capaz de abrandar a razão.
Anderson Lobo
(pescador de Lua, admirador de cosmos e astronauta nas horas vagas)